16 de julho de 2015

Revisitado Pemberley - Resenha de "Primeiras Impressões", de Laís Rodrigues de Oliveira (LRDO)



Título: Primeiras Impressões
Autor: Laís Rodrigues de Oliveira
Editora: Kiron
304 páginas


Já faz um tempinho que fuçando aqui e ali na internet, descobri uma autora brasileira que tinha escrito um livro inspirado em Orgulho e Preconceito, da minha amada idolatrada Jane Austen. Eu, como fã enlouquecida de Jane e apaixonada eterna por Fitzwilliam Darcy, tinha que ler este livro de qualquer jeito. Então, escrevi um email para a autora, contei que tinha um blog de resenhas e que estava muito interessada no livro dela. Foi assim que, muito amavelmente, a autora me cedeu um exemplar e eu me joguei de cabeça na leitura deste livro.
A autora é Laís Rodrigues de Oliveira, uma fã de Jane Austen como a gente, que decidiu dar uma nova vida a nossos já tão conhecidos e amados personagens. Você pode saber mais sobre a autora, acessando o site dela.

Vamos ao livro:
A história se passa nos dias atuais, mais precisamente entre as paisagens paradisíacas de Búzios e Nova York e mais algumas cidades dos Estados Unidos. 
Liz Benevides está voltando para o Brasil com uma mala cheia de saudades. A possibilidade de rever sua família a deixa extremamente feliz. Sua família mora em búzios e é dona da pousada mais bem sucedida do local.
Charles Bing, convida o amigo Fred Darcy para vir com ele ao Brasil e conhecer o local onde pretende montar seu mais novo restaurante. O amigo não entende porque um restaurante deve ser montado num país de terceiro mundo tão longe de casa, mas o acompanha na viagem.

A história é aquela nossa velha conhecida, mas não pense que por isso, deixa de ser surpreendente. A versão carioca de Elizabeth Bennet é - se é que isso é possível -ainda mais ousada. Sem papas na língua, ela responde às provocações de Fred na lata, sem medo do que ele possa penar a seu respeito. Ele, é claro, se encanta com tão surpreendente criatura. Uma mulher que tem a ousadia de desafiá-lo só pode ser a mulher dos seus sonhos e isso ele percebe - pelo menos eu achei - bem mais rápido que nosso Darcy versão clássica.

Adorei o livro, muito bem escrito, repleto de cenas que deixam a nossa imaginação a mil. Sabe aquelas coisas todas que a gente queria que tivesse no livro, mas que a época não combina? Então, Primeiras Impressões realiza essas nossas fantasias malucas, com cenas de beijos e carinhos e frases que não caberiam entre Lizzie e Darcy do século passado, mas que ficaram perfeitas para Liz e Fred de agora. 

Não sei mais o que dizer... Laís encaixou tudo tão perfeitamente que só posso dizer que fiquei encantada, principalmente com essa coragem de revisitar um clássico e conseguir não deturpar a imagem do livro original, criando uma história envolvente e diferente apesar da inspiração original, onde a gente torce muito para os protagonistas e para o casal secundário, que são uns fofos. Adoreiii Charles Bing e Caroline conseguiu ser mais insuportável do que já é. Tanto gostei que li o livro em dois dias e teria lido em menos tempo se não tivesse que trabalhar! haha

Enfim, indico a todas as fãs, que se joguem nessa leitura porque vale a pena. É mais uma maneira de mantermos Lizzie e Darcy presentes em nossa vida, com uma versão diferente e atual.

Aproveito para agradecer à Laís pela parceria e desejar todo sucesso para você em sua caminhada!



Por hoje é só e até a próxima!

3 de julho de 2015

Se o primeiro foi vendaval, o segundo é uma tsunami - Resenha de "Outlander - A Libélula no Âmbar", de Diana Gabaldon




Eu terminei de ler este livro há alguns dias. Demorei a conseguir sentar na frente do notebook e fazer a resenha porque ainda não sei muito bem o que falar. A Malu, que leu primeiro que eu, talvez possa me dar um help aqui, porque para mim, tá difícil.
Dizer que a escrita é envolvente e que a gente não tem vontade de parar de ler até que se chegue à última página, é redundante. Diana é uma bruxa da escrita. Ela enfeitiça a gente e o efeito da poção não passa, mesmo depois do fim do livro.
Dizer que Jamie e Claire são lindos e apaixonantes e que o amor deles supera qualquer barreira além de nossa imaginação, é outra redundância.
Então, eu absolutamente não sei o que dizer.

Este livro começa  em 1968, ou seja, já começa com um spoiler, deixado claro que, de alguma maneira, Claire voltou de 1743. Ela e sua filha Brianna estão na Escócia, em busca de algumas informações sobre os guerreiros de Culloden. Informações essas que Claire acredita que estejam em poder do reverendo Wakefield. Ao bater em sua porta, elas encontram Roger, o filho adotivo do reverendo e ele resolve ajudar nas investigações. E é no meio dessas investigações que Claire vira a vida de Brianna de ponta cabeça, revelando a ela e a Roger seu grande segredo.

Então partimos de volta no tempo, com Claire e Jamie na França, vivendo com o primo de Jamie, Jared Fraser. e tentando, de alguma maneira, mudar o destino e evitar a Revolta Jacobita. Todos os seus planos parecem sempre perfeitos, mas o destino - também conhecido como Diana Gabaldon - sempre dá um jeito de revirar tudo que parecia certo e ao invés de evitar, eles praticamente dão o tiro inicial nessa guerra.

Mas nada impede que eles sigam lutando e se agarrando ao último fio de esperança existente, até não restar mais nada além do desfecho inevitável. E é aí que vem a pergunta que não quer calar: COMO VOCÊ PODE ME ACABAR UM LIVRO DESSE JEITO, MULHER? Sim, o livro acaba daquele jeito, que todo leitor sofredor de séries teme - e ama- com gostinho de quero mais.

Por sorte o terceiro livro já saiu e assim que as moedinhas no porquinho aqui forem suficientes, ele será o novo integrante da minha estante.

O primeiro livro foi mais emocionante para mim, o que não significa que este não tenha emoção. As emoções são diferentes. Este livro é mais sofrido para nosso querido casal, as dificuldades que eles enfrentam são ainda maiores, maiores até do que a dor de se entregar ao vilão da história para salvar sua mulher. Não vou contar qual é essa dificuldade, para não tirar a graça pra quem não leu. Mas quem já leu sabe do que eu estou falando. Eu chego a conclusão de que Diana tem a mente muito perturbada para conseguir escrever coisas assim e ainda nos deixar fascinados pela história. Outlander está longe de ser um romance de mulherzinha. Tem aventura, tem ação e relatos históricos para ninguém botar defeito. Coisas de arrepiar a nuca, cenas chocantes, cenas fofas, cenas engraçadas... Na classificação fica até difícil de definir, de tanto gênero que ele se encaixa. É um dos melhores enredos que li ultimamente. E olha que estou apenas no segundo. Fico me perguntando como uma pessoa consegue escrever uma história tão longa e não perder os foco, o fio da meada e ainda manter - cada vez mais forte - o interesse do leitor. Sim, porque embora eu não tenha lido ainda, a série existe há mais de 20 anos e muita gente já leu e continua amando enlouquecidamente seus até hoje publicados 8 volumes (com mais de 700 páginas cada um). Como pode? Ponto para Diana Gabaldon!

Sobre Jamie, continua lindo, apaixonante, sedutor e cada vez mais concorrente de Mr. Darcy dentro de mim. Ele é realmente aquele tipo de homem que não existe. Não há possibilidade real de um homem amar sua mulher como ele ama sua Claire. #ClaireMulherDeSorte. Há muitas cenas românticas entre os dois, muita briga e ciúme, o que acaba rendendo passagens hilárias, que dá vontade de ler de novo, porque acaba ficando fofo. E a gente fica ainda mais encantada pelos dois.

Resumindo, não vejo a hora de ter o terceiro em mãos e viajar novamente nessa história de amor de tirar o fôlego, o sono, o bom senso e a razão de viver.
E até que o terceiro chegue, vou me consolando com algumas das frases lindas de Jamie e Claire nessa segunda parte de suas aventuras:


"Ah, Claire, meu coração dói de tanto amar você."

"- Jamie, eu só quero estar onde você estiver. Nada mais."

"- Jamais vou entender os homens(...)
 - Você não precisa me entender, Sassenach. - disse ele serenamente. - Desde que me ame. - Inclinou a cabeça para a frente e beijou minha mãos unidas com ternura. - E me alimente. - Acrescentou ele, soltando-as.
 - Ah, compaixão feminina, amor e comida? - disse, rindo. - Está querendo muito, não acha?"

"- Eu não sei o que é você tem, Sassenach, que sempre me faz querer me exibir para você. Vou acabar sendo morto um dia desses, tentando impressioná-la."

"Nem uma vida inteira basta para este tipo de amor."

"(...) Deixe que eu lhe diga em seu sono o quanto eu a amo. Porque as palavras que lhe digo enquano está acordada são sempre as mesmas, não são suficientes. Enquanto você dormir em meus braços, posso dizer-lhe coisas que soariam tolas e loucas, e seus sonhos entenderão a verdade delas.(...)"

"- Eu a encontrarei. (...). Eu prometo. Ainda que tenha que suportar 200 anos de purgatório, duzentos anos sem você (...). Porque eu menti, matei e roubei; traí e quebrei a confiança. Mas há uma única coisa que deverá pesar a meu favor. Quando eu ficar diante de Deus, eu terei uma coisa para contrabalançar o resto. (...). Meu Deus, o Senhor me deu uma mulher especial e, Deus! eu a amei demais!"

Fala sério: tem como não amar este homem????

Próximo livro da série: Outlander - O Resgate no Mar
O livro foi dividido em dois volumes tanto na primeira publicação pela Editora Rocco



Quanto na segunda publicação, deste ano, pela Editora Saída de Emergência:



Se você já leu, deve estar tão enlouquecida (o) como eu. Se não leu, não perca mais tempo e embarque já nessa história maravilhosa que só o amor pode explicar.
Até a próxima!