26 de setembro de 2014

Delicado e Encantador - Resenha do livro "O Pessegueiro" - de Sarah Addison Allen



Título: O Pessegueiro (The Peach Keeper)
Autor: Sarah Addison Allen
Tradução: Alice Klesck
Editora: Planeta
247 páginas

Antes de qualquer coisa, quero dizer que sim, julguei este livro pela capa! Olha que capa linda gente! Quando eu bati o olho nele, em cima da mesinha na biblioteca, sabia que tinha de carregá-lo comigo.  Fui então ler o resumo e pronto, o livro me arrebatou. Adoro um bom mistério, ainda mais quando envolve propriedades antigas, segredos de família e ligações ocultas entre pessoas que aparentemente não tem nada em comum.

Peguei o livro e o deixei em cima da estante, bonitinho, esperando sua vez, já que eu estava lendo outro. Mas parecia que alguma coisa me chamava, me convidava a lê-lo. E de tanto ele me chamar, escutei. Abri e me perdi. Resultado: tive que alternar um capítulo do livro que eu já estava lendo, com um capítulo deste.

Cada capítulo começa com as frases tortuosas e um raminho de pessegueiro no canto da folha, como vocês podem ver na foto abaixo. Essa preocupação com os detalhes que já tinham me encantado na capa, me deixaram mais interessada ainda na leitura dessa história.


Eu não vou ficar discorrendo muito sobre a narrativa, porque não quero estragar a magia desse livro e a tensão que te prende em cada página com aquele gostinho de quero mais. Demorei três dias para ler, porque - como já disse - estava lendo outro, mas a leitura flui tão facilmente que se eu tivesse tido tempo, teria lido em uma tarde.

"Se você abrir espaço em sua vida, coisas boas entrarão."

O livro se passa na pequena cidade de Walls of Water e a grande expectativa gerada por um baile de 75 anos do Clube Feminino que será realizado numa grande mansão antiga: a Blue Ridge Madam. 
Essa mansão pertencera à família de Willa, uma de nossas protagonistas. Na adolescência ela era aquilo que muitos consideravam como uma rebelde, mas hoje é dona de uma loja de artigos esportivos e vive uma vida pacata, tendo deixado para trás tudo aquilo que ela fora. Será?

"Contudo, não pela primeira vez, ela se viu imaginando: e se quem ela era antes fosse seu verdadeiro eu?" 

A mansão foi vendida quando os Jackson perderam sua riqueza e se encontra em reforma. A família Osgood é responsável pela obra, mais especificamente através de Paxton, nossa segunda protagonista. Ela sempre foi a princesinha da cidade, e sempre viveu a vida dos sonhos de qualquer garota. Será?

"Com apenas um olhar, ele conseguiu trazer de volta tudo o que tinha acontecido entre eles na noite anterior. Tudo o que ela queria. Tudo o que ele não podia dar."

Além das duas, temos Sebastian, um homem elegante e refinado, que volta à cidade depois de se conhecer e sentir-se capaz de enfrentar os traumas do passado e Colin, irmão de Paxton, que foi embora em busca de si mesmo, ou de seu lugar no mundo que ele sabia que não era ali. 

A reforma da mansão vai bem, até que, durante uma escavação, um esqueleto é encontrado enterrado debaixo do pessegueiro da propriedade, trazendo à tona segredos inimagináveis e uma ligação entre as famílias Jackson e Osgood, muito maior do que se poderia supor.

Esse livro poderia ter mais 500 páginas e eu leria com prazer. A autora poderia ter se aprofundado ainda mais nos mistérios, poderia ter feitos dois segmentos de narrativa - uma da história atual e outra da história antiga. Mas não estou dizendo que o livro fique inexplicado. Ele é lindo e mágico do jeito que é. Apenas é tão delicado e me tocou de tantas maneiras, que eu achei que ele acabou rápido demais.

"A felicidade é um risco. Se você não sentir um pouquinho de medo, não está fazendo a coisa certa." 

Entre toques de magia como pano de fundo, mistérios, segredos de família e grandes revelações e descobertas, "O Pessegueiro" conta mais do que tudo, belas versões de grandes histórias de amor. De como o amor nos descobre, como ele nos encontra e nos ajuda a nos encontrar, como o amor transforma e como ele é, no fim, a explicação mais inexplicável para todas as coisas.

"O destino nunca lhe conta tudo de cara. Nem sempre lhe é mostrado o caminho de vida que você deve seguir. Mas se havia uma coisa que Willa aprendera nas últimas semanas era que, quando você realmente tem sorte, encontra alguém com o mapa." 

Acima do amor apaixonado, a autora destaca o maior amor, um que está acima até mesmo deste: A Amizade. E esse foi mais um fator que mexeu comigo de tantas maneiras que nem cabem aqui.

"Elas sabiam que isso era amizade verdadeira. E sabiam que, quando se tem sorte suficiente para encontrá-la, você a mantém.

Enfim, uma leitura cativante e encantadora,; delicada e mágica, que vai tocar o coração de cada leitor de uma maneira diferente. 

Amei e recomendo.

Fico por aqui. Até a próxima!





20 de setembro de 2014

Resenha: "Entre o agora e o nunca" (J. A. Redmerski)

Imagem: google
Sinopse: Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para a rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho.Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, "Entre o Agora e o Nunca" é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.


Como falei no post da TAG "Um livro, um filme", meu livro do momento era "Entre o agora e o nunca". Bom, terminei de lê-lo nesse instante e me vi praticamente obrigada a vir aqui e começar a resenha. É que, gente, não me vem outra coisa em mente se não: "paaaraaa tudo!!! Que história é essa, hein?" Depois de ler o "Se eu ficar" me vi no dilema de ter que escolher minha próxima leitura, e apesar de ter dezenas de livros me esperando na estante, optei por pesquisar alguns pdf's e de todos os que baixei, o "Entre o agora e o nunca" foi o título que mais me chamou a atenção. Sei lá, acho que esse conflito de opostos sempre me atrai. 

Então, o livro começa com um diálogo entre Cam e Nat, melhores amigas, embora completamente diferentes uma da outra. Enquanto Nat é excessivamente descolada, irreverente, Cam faz o estilo reservada e comedida nas suas palavras e atitudes, o que de cara fez com que eu me identificasse com ela.  A medida em que prosseguimos na leitura percebemos que as reservas de Cam tem como pano de fundo experiências dolorosas, as quais ela ainda se esforça pra superar.
"(...) É tão comum eu ficar pensando na vida, ponderando cada aspecto possível dela. Quero saber que diabos estou fazendo aqui. Até agora mesmo. (...) Ontem me perguntei por que eu sentia necessidade de me levantar exatamente na mesma hora do dia anterior e fazer tudo como fiz no dia anterior. Por quê? O que motiva qualquer um de nós a fazer as coisas que fazemos, quando no fundo uma parte da gente só quer se libertar de tudo?"
Não vou discorrer sobre o desenrolar do enredo, o que seria um crime da minha parte porque ele é bem mais que um romance. Por isso só posso dizer que esse livro, bem, ele surpreende e cumpre muito mais do que promete. É sério, gente. Só os livros da Agatha Christie e um ou dois do Nicholas Sparks me deixaram tão ansiosa a espera do final, principalmente quando a história vai chegando nos seus penúltimos capítulos.  O que posso adiantar é que Cam vai se descobrindo aos poucos, a medida em que se permite conviver com Andrew, o desconhecido que ela conheceu num ônibus quando decidiu sair numa viagem sem destino.
"Coincidência é só o nome que os conformistas dão ao destino."
"Entre o agora e o nunca" é uma história de amor linda, de descoberta e de encontro. Metaforicamente, o livro me fez refletir sobre como podemos descobrir e encontrar a nós mesmos, a partir do encontro e da descoberta do outro. Ficou confuso isso, né? Mas foi exatamente o que aconteceu entre os personagens. Andrew e Cam descobriram-se e reencontraram-se no sentimento que passaram a sentir um pelo outro. Um detalhe: apesar das minhas palavras soarem um tanto melosas, o livro não segue nem um pouco essa linha, viu? Pelo contrário. Numa mistura de humor e paixão (porque ele tem umas passagens um pouco apimentadas), "Entre o agora e o nunca" termina se revelando uma espécie de drama romântico daqueles que mexem com o mais profundo dos nossos sentimentos.
"O coração sempre vence a razão. O coração, embora seja imprudente, suicida e masoquista de um jeito só seu, sempre ganha a parada."
Bom, é isso o que tenho a dizer sobre esse livro. Eu discorreria bem mais, não fosse o risco de soltar alguns spoilers. Mas, enfim, falar que gostei dele é pouco. Claro, preciso confessar que quase joguei meu celular no chão num determinado momento, mas, isso faz parte das emoções de quem mergulha de cabeça numa história, principalmente quando esta fala de amor, autoconhecimento e de busca pela liberdade. Deixo, assim, mais essa sugestão para vocês e, se o lerem, espero que gostem tanto quanto eu. Ah, só mais uma coisa, pesquisando, vi que a história de Cam e Andrew tem continuação! Yeeees!!! "Entre o agora e o sempre" é o título do segundo livro. Preciso dizer mais? Não, né? #partiugoogle

Imagem: Google

Sinopse: Camryn Bennett e Andrew Parrish nunca foram tão felizes. Cinco meses depois de se conhecerem num ônibus interestadual, os dois estão noivos e prestes a ter um bebê. Nervosa, mas empolgada, Camryn mal pode esperar para viver o resto de sua vida com Andrew, o homem que ela sabe que vai amá-la para sempre. O futuro só lhes reserva felicidade... até que uma tragédia os surpreende. Andrew não consegue entender como algo tão terrivelmente triste pôde acontecer. Ele tenta superar o trauma — e acredita que Camryn esteja fazendo o mesmo. Mas, quando descobre que Camryn busca sufocar uma dor imensa de uma forma perigosa, fará de tudo para salvá-la. Determinado a provar que o amor dos dois é indestrutível, Andrew decide levar Camryn numa nova jornada carregada de esperança e paixão. O mais difícil será convencê-la a ir junto... Com Entre o agora e o sempre, a aguardada continuação de Entre o agora e o nunca, J. A. Redmerski concluiu a história de amor que encantou milhares de leitores.


Beijos, gente!

19 de setembro de 2014

TAG: Um Livro e um Filme





Oi, pessoal!
O Raimundo Ferreira, do blog "Legere Oculis", gentilmente indicou a mim e à Malu para esta deliciosa Tag, que consiste de algumas perguntas onde você responde com um livro e um filme correspondente. Eu, Juliana, vou aqui responder primeiro e logo logo vocês conferem as respostas da Malu também.
Desde já, adianto que não foi fácil responder, Mas vamos lá:

01. O último que você leu/assistiu?

L - Tamanho 42 Não é Gorda - Meg Cabot
F - Alguma Coisa Nova (assisti ontem haha)

02. Um que você quer muito?

L - Terra de Histórias 2 - O Retorno da Feiticeira - Chris Colfer
F - Box do Harry Potter

03. Um que você se emocionou?
L - Para Sempre - Kim e Crickitt Carpenter
F - Os Miseráveis (quase morri de chorar no cinema)

04. Um que você riu muito?

L - Tamanho 42 não é Gorda - Meg Cabot
F - As Branquelas

05. Um modinha?
L - Saga Crepúsculo - Stephenie Meyer
F - A Culpa é das Estrelas

06. Um que marcou sua vida?

L - Harry Potter e a Pedra Filosofal
F - Dirty Dancing

07. Um romance?

L - Orgulho e Preconceito - Jane Austen
F - O Diário de Uma Paixão

08. Um que você gostou mesmo todos não gostando?

L - Belo Desastre - Jamie McGuire (Mesmo sendo mais do mesmo, gostei)
F - Não consigo me lembrar de nenhum

09. Um que te fez sentir medo?

L - A Menina que Não Sabia Ler - John Harding
F - Os Estranhos

10 . Um que te "prendeu"?

L - A Menina que Brincava com Fogo - Stieg Larsson
F - Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

11. Um que não se enjoa?

L - A Marca de Uma Lágrima - Pedro Bandeira (já li tanto que perdi a conta!)
F - A Múmia (adoro!)

12. Uma série/saga?

L - Além de Harry Potter (claro!) escolho a trilogia Millennium, de Stieg Larsson. Bom demais!
F - Harry Potter

13. Um que te passou uma lição de vida?

L - Coração de Criança (é um livrinho infantil espírita que minha avó me deu. A história é simplesmente linda.
F - Filhos do Paraíso. (assisti na escola. A gente aprende a dar valor ao que realmente importa)

14. Quais seus gêneros preferidos?

L - Romance, Suspense, Fantasia
F - Romance, Comédia Romântica, Drama, Suspense

15. Um que te surpreendeu?

L - Inveja - Sandra Brown (Fazia tempo que um livro não me surpreendia tanto)
F - Xeque-Mate

Bom gente, minhas respostas ficam por aqui. Já já a Malu acrescenta as dela e eu vou passar a Tag em frente para pessoas em outros blogs, nos comentários dos mesmos, para seguir a "tradição". Espero que vocês tenham gostado! Bjs Ju <3


*** 


Oi, oi, oi!!! 

Finalmente consigo vir aqui de um jeito mais ou menos decente. Internet ruim é uma droga, né? Pois é, vi pelo celular que o Raimundo nos indicou para essa TAG, criada pelo blog Destinos Opostos, e estava ansiosa para vir respondê-la (foi a nossa primeira indicação!! ^^ Valeu Raimundo!!), mas um probleminha técnico com a dona Velox estava me atrapalhando. ¬¬  Todavia, porém, contudo, eis-me agora aqui, e sem mais delongas, vamos as minhas respostas? Ah, só mais uma coisinha, resolvemos postar as TAG's no mesmo post, ok? E, só pra constar, vai ser super difícil responder essa TAG. Como conversava com a Ju hoje mais cedo, de todas, essa foi a única que não consegui pensar imediatamente nas respostas. Vai dá até dó fazer algumas escolhas. Vamos lá...


01. O último que você leu/assistiu?

L - Completamente, foi o livro "Se eu ficar", de Gayle Forman, cuja resenha você pode ler aqui. Mas tô terminando o livro "Entre o agora e o nunca", de J. A. Redmerkski. Acho que vai vir resenha nova por esses dias.
F - "O segredo dos seus olhos", que está sendo considerado o melhor filme dos últimos tempos.

02. Um que você quer muito?

L - Pode ser uma coleção? hahaha Eu adoraria completar ter toda a obra da Jane Austen!
F - Aqui eu vou concordar com Raimundo, nosso comentarista mais presente. Estou ansiosíssima pela estreia do filme "Como eu era antes de você".

03. Um que você se emocionou?

L - "Como eu era antes de você", com toda certeza.
F - Ai gente, que dificil. Juro que não consigo me decidir entre "Um amor para recordar" e "Orgulho e Preconceito". São dois filmes completamente diferentes, e cada um me emocionou de um jeito também diferente, mas não consigo mensurar qual deles me tocou mais. 

04. Um que você riu muito?

L - "A culpa é das estrelas". É sério! Gus é muito engraçado! rs
F - "Como se fosse a primeira vez". Adoro os filmes com a Drew!

05. Um modinha?

L - Harry Potter
F - Crepúsculo.

06. Um que marcou sua vida?

L - "Meu pé de laranja lima", de José Mauro de Vasconcelos. Um livro triste, mas lindo!
F - "Antes que termine o dia".

07. Um romance?

L - "Como eu era antes de você".
F - "Orgulho e Preconceito".

08. Um que você gostou mesmo todos não gostando?

L - Se fosse o inverso da pergunta, que eu não gostei e todos gostaram, eu saberia responder. Mas, essa aí, não me ocorreu nenhum no momento.
F - Idem.

09. Um que te fez sentir medo?

L - "O exorcista", de William Peter Blatty.
F - "O exorcismo de Emily Rose".

10 . Um que te "prendeu"?

L - "Se eu ficar", de Gayle Forman.
F - Lolita.

11. Um que não se enjoa?
L - "O Evangelho segundo o Espiritismo", de Allan Kardec.
F - "Dirth Dancing"!!

12. Uma série/saga?

L - Nenhuma.
F - Idem.

13. Um que te passou uma lição de vida?

L - "Diário de uma paixão". O amor incondicional de Noah por Allie é uma das mais lindas lições de vida que um livro me trouxe.
F - "Deus não está morto".

14. Quais seus gêneros preferidos?

L - Romance, diários, biografias.
F - Comédia romântica, romance, drama, histórico, terror (do tipo sobrenatural, nada com sangue, por favor!) e suspense.

15. Um que te surpreendeu?

Pode ser negativamente?
L - "A primeira vista", de Nicholas Sparks. Fiquei literalmente indignada com o final.
F - "Meu primeiro amor", o primeiro filme traumatizante da minha vida! 

Bom, queridos, estas são minhas respostas. Novamente, obrigada ao Raimundo pela indicação. E, até o próximo post!!! Bjks!! :)


4 de setembro de 2014

Gostinho de Infância - by Ju



Oi gente!
Hoje eu vim apenas para dividir com vocês umas relíquias que achei guardadas em caixas esquecidas nos armários.
Essa coleção de livrinhos, pertenceu ao meu pai e aos meus tios e tia quando eles eram crianças. Minha avó sempre foi grande incentivadora da leitura e essa graça divina passou para mim! Ainda bem!
São sete livrinhos:

Uma Surpresa para Mickey - onde os amigos organizam uma festa surpresa para ele;

Rodolfo, O Rinoceronte - o pobre Rodolfo é um rinoceronte que tem problema de visão e se vê, de repente, precisando de óculos;

Chapeuzinho Vermelho - com a história da menininha que vai visitar a vovó pela floresta, que a gente já conhece bem;

A Festa Caipira da Mônica - Essa turminha foi parte constante da minha infância, eu tinha uma caixa de gibis deles. Mas eu adorava esse livrinho porque eles trabalham juntos para fazer a Festa Caipira do bairro e porque eles aparecem com roupinhas diferentes;

Meu pequeno Dinossauro - onde o menininho tem como bichinho de estimação, nada mais, nada menos que um dinossauro!;

A Espada Era a Lei - que foi meu primeiro contato com a fantástica história do rei Arthur e onde talvez possa ter começado meu encanto pela Inglaterra e

Quando Eu Crescer - que é de todos o que eu mais gosto, e conta até onde vai a imaginação de duas crianças, um menino e uma menina, sonhando com o que vão ser quando crescer. E tudo em forma de versinhos! Lindo demais!

Agora vocês sabem que a culpa de eu amar ler, veio de longe e se eu tenho uma imaginação fértil, ela começou a se desenvolver daí.

E vocês, lembram de algum de seus "amigos" de infância?


"-É hora do jantar! vamos nos atrasar!
 -Vamos para casa correndo nós dois. Vamos deixar para crescer depois!"
(Quando Eu Crescer)

2 de setembro de 2014

Resenha: Se eu ficar (Gayle Forman)

Imagem: Google

Cento e cinquenta e seis páginas que eu teria devorado em menos tempo, se eu tivesse lido o livro de papel e não o pdf. Mas, enfim, o esforço de ter ficado quatro horas com os olhos grudados na tela do computador valeu super a pena. "Se eu ficar" é um livro cuja história traz páginas repletas de romance, drama, pitadas de humor e profundas reflexões sobre os principais temas que permeiam as dúvidas e o pensamento humano: o amor, a vida e a morte. Muito mais que uma história tipo aquelas que a gente lê, curte, mas ao final da leitura guarda na estante, o romance de Gayle Forman é instigante e desafiador, na medida em que nos leva a refletir sobre o impacto das nossas escolhas ao longo da vida, ainda que esta aparentemente tenha chegado ao fim, como foi o que aconteceu com Mia. Ela é uma adolescente às vésperas de terminar o ensino médio. Musicista, ela tem no violoncelo a sua grande paixão. Seus pais fazem o tipo "moderno" e, juntamente com Teddy, seu irmão que tem apenas sete anos, eles formam uma família relativamente feliz. A harmonia familiar, porém, não impede que ela se sinta como um peixe for d'água em relação aos pais e o irmão, pois em tudo ela é diferente deles.   
"Papai costumava brincar que provavelmente fui trocada na maternidade porque eu não me pareço nem um pouco com minha família. Todos são loiros, têm a pele branca e eu sou exatamente o oposto: cabelos castanhos e olhos escuros. Mas, à medida que fui crescendo, as piadas do meu pai sobre a troca na maternidade começaram a ter um significado maior do que ele esperava. Às vezes, eu realmente me sentia como se pertencesse a uma tribo diferente. Não era nem um pouco parecida com o meu pai extrovertido e irônico, nem com a minha mãe durona. E para completar, em vez de aprender a tocar guitarra, escolhi o violoncelo."
Imagem: Google
O contexto familiar de Mia é bruscamente rompido quando toda a família sofre um acidente de automóvel. É nesse momento que mergulhamos no drama da história e, confesso, foi exatamente esse drama que chamou minha atenção para o livro.  Mia, sem saber como, uma vez que se descobre em coma, percebe toda a realidade a sua volta: sua família está morta, enquanto ela - ou melhor, o corpo dela - permanece em coma na UTI de um hospital. Assim, num estado que nós espíritas chamamos de emancipação da alma ou desdobramento (pelo menos é essa a minha interpretação a respeito da experiência vivida pela personagem), é que Mia testemunha toda a aflição dos seus avós e parentes, mas principalmente de Adam, seu namorado, e de Kim, sua melhor amiga. É com esse pano de fundo que a história passa a se desenrolar; que Mia relembra os momentos mais marcantes da sua vida e, naturalmente, sofre com o fato de que, aconteça o que acontecer, nada mais lhe será como antes.

"Se eu ficar" traz, ao longo das suas páginas alguns momentos cruciais. O primeiro deles é quando os avós de Mia vão visitá-la na UTI e escutam de uma das enfermeiras: "Não duvidem nem por um minuto que ela consegue ouvi-los. (...) Vocês podem achar que são os médicos ou as enfermeiras ou todos estes equipamentos que controlam o show. (...) Nã-não. É ela quem controla o show. Talvez, ela esteja só esperando a hora certa. Por isso, conversem com ela. Digam que pode usar o tempo que for necessário, mas que volte, porque estão esperando por ela.". É a partir dessas palavras que Mia entra num doloroso conflito, pois ela começa a se dar conta que a escolha de "ir" ou "voltar" vai caber somente a ela.
"Mas como é que eu vou decidir isso? Como é que posso ficar sem mamãe e papai aqui comigo? Como é que posso partir sem Teddy? Ou sem Adam? Isso é demais para mim. Não sei nem mesmo como é que isso funciona, como estou aqui neste estado em que me encontro e nem como sair dele se for este o meu desejo. Se eu pudesse falar, diria que quero acordar, e, nesse caso, será que eu acordaria agora mesmo, neste exato momento? (...) Ouço as palavras da enfermeira de novo. Sou eu quem está no comando. Todos estão esperando por mim. Sou eu quem deve decidir. Agora sei."
O segundo momento, e esse quase me levou às lágrimas, foi ainda vivido entre Mia e o avô. Numa segunda visita à neta, as palavras que ele fala ao ouvido dela, meio que entregam-lhe a chave da sua libertação: "Tudo bem. Se você quiser partir (...). Todos nós queremos que você fique. Eu quero que você fique mais do que já desejei qualquer outra coisa na minha vida. (...) Mas esta é a minha vontade e vejo que talvez possa não ser a sua. Então, eu só queria dizer que entendo se você decidir partir. Tudo bem se tiver de nos deixar. Tudo bem se você decidir parar de lutar.".  Particularmente eu achei essa a parte mais bonita do livro, mais até que a próxima sobre a qual vou falar daqui a pouco. A capacidade do avô de renunciar à presença física da neta, depois de ter perdido o próprio filho, o neto e a nora, vejo como uma das maiores provas de amor que alguém pode dar. Frase feita ou não, difícil de se colocar em prática ou não, o fato é que só o verdadeiro amor liberta.

Imagem: Google
Sim, só o verdadeiro amor liberta. E essa ideia também está presente no desfecho do romance, quando Adam finalmente é autorizado a visitar Mia. Se encontrar a namorada naquele estado, ligada a inúmeros aparelhos hospitalares não foi nada fácil para ele, pior ainda seria perdê-la de vez. Ele a liberta, embora deixe claro que precisa que ela volte, viva: "Com a voz bem baixa. Ele não para de repetir: por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. Por favor. (...) Por favor, Mia. Não me faça escrever uma música."  Se o livro tivesse terminado nessas palavras eu já teria me dado por satisfeita, porque é encantador o modo como a cena é descrita. Mas, como eu disse no início, "Se eu ficar" não é um simples romance. Na verdade, esse livro fininho é quase um tratado de reflexões sobre a capacidade do ser humano de superar a si mesmo, quaisquer que sejam as adversidades.
"Fique. (...) Não há como descrever o que aconteceu com você. Não tem nem um ponto positivo nisso. Mas existe um motivo para você viver. E não estou falando de mim. É só que... não sei. Talvez eu esteja falando besteira. Sei que estou em estado de choque. Sei que ainda não digeri o que aconteceu com os seus pais, com o Teddy... (...) Tudo que consigo pensar é em como vai ser uma merda se a sua vida acabar agora. Sei que a sua vida vai ser uma droga de qualquer jeito, depois do que aconteceu. E não sou tão idiota assim pra achar que posso desfazer isso ou que qualquer outra pessoa possa. Mas não consigo me conformar com a ideia de que você não vai envelhecer, de que não vai para a Juilliard tocar o violoncelo na frente de uma plateia enorme para eles ficaram tão arrepiados quanto eu fico toda vez que vejo você pegar o seu arco, toda vez que vejo você sorrir pra mim. Se você ficar, vou fazer tudo o que você quiser. Vou sair da banda e vou para Nova York com você. Mas se quiser que eu saia da sua vida, vou fazer isso também. Estava conversando com a Liz e ela disse que, talvez, voltar para a sua antiga vida fosse doloroso demais, e que talvez seja mais fácil para você simplesmente apagar todos nós da sua vida. Vai ser uma barra pesada para mim, mas posso aguentar. Aceito perder você desse jeito, se eu não perdê-la hoje. Vou deixá-la livre. Se você ficar."
Vai ser redundante dizer que amei e super recomendo esse livro, né? E dizer ainda que estou ansiosa pra ver o filme que vai estar nos cinemas a partir do dia 04 de setembro? Então, para terminar, só acrescento que se você ler "Seu eu ficar" provavelmente vai se encantar com uma história linda, que apesar de trazer como parte do enredo a realidade da morte, traz ainda e principalmente a reflexão sobre a importância da Vida, bem como do Amor e da Amizade para cada um de nós. Disponibilizo o trailer do filme logo abaixo para vocês. Até a próxima! Beijinhos!